Olá, enfermeiros! Hoje vamos mergulhar no mundo dos sinais vitais. Fique até o final deste artigo para não perder nenhuma informação importante.
Antes de mais nada, vamos conceituar os sinais vitais.
Eles são uma maneira eficiente e rápida de monitorar a condição do paciente, pois através deles podemos identificar alterações no organismo.
Ao detectar qualquer alteração, podemos intervir e buscar soluções para esses problemas.
Por isso, a aferição dos sinais vitais é tão importante, pois nos fornece um parâmetro para avaliação.
É essencial conhecer os valores normais, para que possamos identificar o que é considerado anormal.
Mas afinal, quais são esses sinais vitais?
Os cinco sinais vitais principais são: temperatura, pulso (ou frequência cardíaca), respiração, pressão arterial e dor.
Vamos começar falando sobre a temperatura.
A temperatura corporal é um indicador importante da saúde do paciente. A faixa média para adultos é de 36 a 37 graus Celsius, mas vale ressaltar que os valores podem variar de acordo com a idade e o estado de saúde.
Por exemplo, recém-nascidos têm uma temperatura um pouco mais alta, entre 36,5 e 37,5 graus Celsius.
Aferir a temperatura pode ser feito através de diversos métodos, como termômetros bucais, axilares, timpânicos e retais, dependendo da idade e das condições do paciente.
Normotermia refere-se aos valores de temperatura corporal considerados normais, que indicam um estado de equilíbrio térmico no corpo.
Os valores de referência para normotermia são:
Esse intervalo é considerado ideal para a maioria das funções metabólicas e enzimáticas do corpo humano.
Manter a temperatura dentro dessa faixa é essencial para o bom funcionamento dos processos fisiológicos.
Hipotermia ocorre quando a temperatura corporal cai abaixo dos níveis normais, o que pode ser potencialmente perigoso.
É diagnosticada quando a temperatura está:
A hipotermia pode ser causada por exposição prolongada ao frio, condições médicas como hipotireoidismo, ou situações de emergência como choque.
Os sintomas incluem tremores, confusão, falta de coordenação e, em casos graves, perda de consciência.
Hipertermia é uma condição em que a temperatura corporal está elevada acima dos níveis normais, mas ainda não atinge níveis críticos.
A faixa para hipertermia é:
Essa elevação pode ser causada por esforço físico intenso, exposição ao calor, ou febres leves devido a infecções.
É importante monitorar a hipertermia para evitar que progrida para febre alta ou pirexia.
Pirexia, ou febre alta, ocorre quando a temperatura corporal atinge níveis elevados que podem indicar uma resposta a infecções ou outras condições graves.
A pirexia é diagnosticada quando a temperatura está:
Febres altas podem ser perigosas, especialmente em crianças e idosos.
Elas podem causar desidratação, convulsões febris, e, se não tratadas, danos a órgãos.
A pirexia geralmente indica uma infecção subjacente que precisa ser tratada.
A febre sustentada caracteriza-se por uma temperatura corporal constantemente acima de 38°C, com pouca flutuação.
Esse tipo de febre pode ser indicativo de infecções graves ou outras condições crônicas.
Esse tipo de febre é frequentemente observado em infecções bacterianas graves, como pneumonia ou septicemia, onde o corpo mantém uma temperatura elevada como resposta inflamatória contínua.
A febre intermitente apresenta picos de febre intercalados com períodos de temperatura normal.
A temperatura volta ao valor aceitável pelo menos uma vez a cada 24 horas.
Esse padrão é comum em doenças como malária e infecções piógenas, onde os patógenos causam liberação intermitente de pirogênios, resultando em variações na temperatura.
A febre remitente é caracterizada por picos e quedas de temperatura sem retorno aos níveis normais.
A temperatura permanece elevada, mas varia ao longo do tempo.
Doenças como endocardite bacteriana subaguda e certas infecções virais podem causar esse tipo de febre, onde a resposta imune mantém a temperatura elevada com flutuações ao longo do dia.
A febre reincidente apresenta períodos de febre intercalados com períodos de temperatura normal.
Esse tipo de febre pode ser indicativo de infecções recorrentes ou outras condições intermitentes.
Doenças como a febre tifóide e infecções causadas por espiroquetas (como a doença de Lyme) podem apresentar esse padrão, onde o paciente experimenta períodos de melhora seguidos por novos episódios de febre.
O próximo sinal vital é o pulso.
O pulso é a medida da frequência cardíaca, ou seja, o número de vezes que o coração bate por minuto.
A faixa considerada normal para adultos é de 60 a 100 batimentos por minuto, mas novamente, a idade e outros fatores podem influenciar esses valores.
Para avaliar o pulso, podemos palpar as artérias do paciente, geralmente a radial (localizada no pulso) ou a carótida (localizada no pescoço).
A respiração é outro sinal vital essencial.
Monitorar a frequência cardíaca e avaliar as características do pulso são práticas essenciais na enfermagem e na medicina. Esses parâmetros fornecem informações valiosas sobre a saúde cardiovascular do paciente e podem indicar condições subjacentes que necessitam de atenção. Este guia detalha as características a serem avaliadas, os parâmetros de referência por idade e as terminologias relacionadas à frequência cardíaca.
A frequência refere-se ao número de pulsações por minuto e deve ser contada durante um minuto completo para obter uma medição precisa. A contagem da frequência é um indicador crucial do estado cardiovascular do paciente.
A amplitude é o grau de enchimento da artéria durante a sístole e diástole. Ela pode ser descrita como cheia ou filiforme. A amplitude do pulso fornece informações sobre a força de cada batimento cardíaco.
O ritmo é a sequência de pulsações. O ritmo normal é caracterizado por pulsações que ocorrem em intervalos iguais.
Normocardia refere-se a uma frequência cardíaca normal, dentro dos parâmetros esperados para a idade do paciente.
Bradicardia é uma frequência cardíaca abaixo do normal. Pode ser fisiológica, como em atletas, ou patológica, indicando problemas cardíacos.
Taquicardia é uma frequência cardíaca acima do normal, que pode indicar estresse, febre, infecção ou outras condições médicas.
Bradisfigmia é um pulso fino e bradicárdico, indicando uma frequência cardíaca baixa com amplitude reduzida.
Taquisfigmia é um pulso fino e taquicárdico, indicando uma frequência cardíaca elevada com amplitude reduzida.
Ela se refere à frequência e ao padrão dos movimentos respiratórios.
A média para adultos é de 12 a 20 respirações por minuto, porém, assim como nos outros sinais vitais, é importante levar em consideração a idade e as condições de saúde do paciente.
Recém-nascidos, por exemplo, têm uma frequência respiratória maior, em torno de 30 a 60 respirações por minuto.
Podemos avaliar a respiração observando os movimentos do tórax e do abdômen, auscultando os pulmões com um estetoscópio ou contando as respirações por minuto.
Por sua vez, mas não menos importante, temos a pressão arterial.
A ventilação refere-se à frequência dos movimentos respiratórios, ou seja, o número de respirações por minuto. Esse parâmetro é essencial para avaliar se a ventilação está adequada.
A profundidade dos movimentos respiratórios pode ser classificada como profunda, superficial ou normal.
Essa característica indica o volume de ar mobilizado durante a respiração.
O ritmo respiratório refere-se à regularidade dos movimentos respiratórios.
Pode ser regular, com intervalos constantes entre as respirações, ou irregular, com intervalos variáveis.
A difusão e a perfusão podem ser avaliadas determinando o nível de saturação de oxigênio no sangue, usando um oxímetro de pulso.
Isso fornece uma medida direta da eficácia da troca gasosa nos pulmões.
Comum nas mulheres, a respiração torácica é caracterizada pelo movimento predominante do tórax durante a respiração.
Comum em homens, a respiração abdominal é caracterizada pelo movimento predominante do diafragma e abdômen durante a respiração.
A respiração mista envolve tanto o movimento do tórax quanto do abdômen, sendo uma combinação das duas anteriores.
Taquipnéia é a respiração rápida e superficial.
Pode ser causada por condições como síndromes restritivas pulmonares (derrames pleurais, doenças intersticiais, edema pulmonar), febre, ansiedade, entre outras.
Hiperpnéia é o aumento da frequência respiratória juntamente com o aumento da amplitude dos movimentos respiratórios.
Pode estar presente em situações como acidose metabólica, febre e ansiedade.
Bradipnéia é a redução do número de movimentos respiratórios, geralmente abaixo de oito incursões por minuto.
Pode ocorrer devido a lesões neurológicas, depressão dos centros respiratórios por drogas e pode preceder a parada respiratória.
Apnéia é a interrupção dos movimentos respiratórios por um período prolongado.
Pacientes com síndrome da apnéia do sono podem permanecer sem respirar durante minutos, levando a hipoxemia acentuada e riscos de arritmias cardíacas e morte.
Indivíduos em apnéia necessitam de suporte respiratório para evitar o óbito.
A respiração suspirosa é caracterizada por ser entrecortada por suspiros frequentes, promovendo desconforto e fadiga ao paciente.
Sua origem geralmente está relacionada a conflitos emocionais.
A pressão arterial é a medida da força exercida pelo sangue contra as paredes das artérias.
Ela é composta por dois valores: pressão sistólica e pressão diastólica.
A pressão sistólica é o valor mais alto, correspondendo ao momento em que o coração se contrai e bombeia o sangue para o corpo.
Já a pressão diastólica é o valor mais baixo, representando o momento de relaxamento do coração entre as contrações.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) lançou em abril de 2024 as novas Diretrizes Brasileiras de Medição da Pressão Arterial, trazendo importantes atualizações no diagnóstico e acompanhamento da Hipertensão Arterial (HA).
As novas diretrizes visam maior precisão no diagnóstico da hipertensão, permitindo um tratamento mais individualizado e eficaz.
A consulta médica continua sendo fundamental para o diagnóstico definitivo e acompanhamento da doença.
É importante seguir as orientações do seu médico para o controle da pressão arterial e evitar complicações de saúde.
Classificação | PA Sistólica (mmHg) | PA Diastólica (mmHg) |
---|---|---|
Ótima | < 120 | < 80 |
Normal | 120-129 | 80-84 |
Pré-hipertensão | 130-139 | 85-89 |
Hipertensão Estágio 1 | 140-159 | 90-99 |
Hipertensão Estágio 2 | 160-179 | 100-109 |
Hipertensão Estágio 3 | ≥ 180 | ≥ 110 |
A correta classificação da pressão arterial é essencial para a detecção precoce e o tratamento adequado da hipertensão, prevenindo complicações e promovendo a saúde cardiovascular.
Monitorar regularmente a PA e seguir as orientações médicas são medidas fundamentais para o controle eficaz da pressão arterial.
A dor é um sintoma comum e relevante na área da saúde, e seu reconhecimento e controle são fundamentais para proporcionar um cuidado adequado aos pacientes.
De acordo com o Ministério da Saúde, a dor é considerada o quinto sinal vital, juntamente com a temperatura, pulso, respiração e pressão arterial.
A dor é uma experiência subjetiva e pode variar em intensidade, duração e localização, sendo influenciada por fatores físicos, emocionais, sociais e culturais. Ela pode ser aguda, quando surge de forma súbita e tem uma duração limitada, ou crônica, quando persiste por um período prolongado, geralmente superior a três meses.
O Ministério da Saúde destaca a importância de avaliar e registrar a dor como parte integrante da rotina de cuidados em saúde.
A avaliação da dor envolve a consideração de sua intensidade, localização, características, duração e impacto na qualidade de vida do paciente.
Para isso, são utilizadas escalas de avaliação da dor, como a Escala Numérica (em que o paciente atribui um valor de 0 a 10 para a intensidade da dor) ou a Escala Visual Analógica (em que o paciente marca em uma linha o ponto que melhor representa sua dor, variando de “sem dor” a “dor insuportável”).
O tratamento da dor deve ser individualizado e baseado nas características e necessidades de cada paciente.
Ele pode incluir medidas farmacológicas, como o uso de analgésicos, anti-inflamatórios ou opioides, e medidas não farmacológicas, como terapias físicas, relaxamento, massagem, acupuntura e abordagens psicológicas.
Além disso, é importante considerar que a dor não deve ser subestimada ou negligenciada.
O controle adequado da dor contribui para o bem-estar do paciente, promove a recuperação mais rápida, melhora a qualidade de vida e reduz o sofrimento.
Portanto, profissionais de saúde, incluindo enfermeiros, desempenham um papel essencial na identificação, avaliação e manejo da dor, garantindo o conforto e o cuidado integral dos pacientes.
A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a lesões reais ou potenciais.
Por ser subjetiva, a percepção da dor varia de indivíduo para indivíduo, sendo influenciada por suas experiências e contextos pessoais.
A dor não é apenas uma sensação física, mas também uma experiência emocional que pode afetar a qualidade de vida do paciente.
Na prática clínica, a avaliação e mensuração da dor são essenciais para um tratamento eficaz.
As escalas mais comumente utilizadas são a Escala Visual Analógica (EVA) e a Escala Visual Numérica (EVN).
A EVA consiste em uma linha reta, não numerada, com duas extremidades.
Uma extremidade representa a ausência de dor, enquanto a outra extremidade indica a pior dor imaginável.
O paciente marca um ponto na linha que melhor representa a intensidade da sua dor.
A EVN é graduada de zero a dez. Nessa escala:
Para crianças e pacientes com dificuldades cognitivas, existem formas adaptadas das escalas de dor que associam faces e desenhos aos níveis de dor.
Essas escalas visuais facilitam a comunicação da intensidade da dor em indivíduos que podem ter dificuldade em utilizar as escalas padrão.
A Escala Verbal Numérica é uma versão simplificada da EVN, onde os pacientes são solicitados a verbalizar a intensidade da dor em uma escala de 0 a 10.
Com base na intensidade, a dor é classificada em quatro categorias principais:
A avaliação precisa da dor é crucial para o manejo adequado dos pacientes.
Utilizar escalas de dor permite aos profissionais de saúde entender melhor a intensidade da dor que o paciente está experimentando e ajustar o tratamento conforme necessário.
A escolha da escala deve considerar a capacidade do paciente de compreender e usar a escala, garantindo uma mensuração eficaz da dor.
Sabia que há mais para aprender sobre os sinais vitais? Agora que você leu o artigo, assista ao vídeo sobre os 5 Sinais Vitais e descubra informações essenciais que podem fazer a diferença no seu conhecimento!
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Portanto, a aferição dos sinais vitais, incluindo temperatura, pulso, respiração, pressão arterial e a dor, é uma parte essencial da prática de enfermagem.
Esses sinais vitais permitem uma monitorização eficiente e fornecem informações valiosas para o cuidado e tratamento adequados dos pacientes.
Não se esqueça da importância de considerar as variações individuais e outros fatores, como idade e condições específicas do paciente, ao interpretar os sinais vitais. O enfermeiro desempenha um papel fundamental na aferição e interpretação desses sinais, contribuindo para a promoção da saúde e o bem-estar dos indivíduos sob seus cuidados.
Continue acompanhando nosso blog para mais informações e dicas sobre enfermagem e cuidados com a saúde. Até a próxima!
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